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RedePetro ES reforça confiança com retomada de investimentos na cadeia produtiva de óleo e gás

Integrados na RedePetro ES, fornecedores da cadeia produtiva do petróleo e gás movimentam R$ 9 bilhões por ano e empregam diretamente mais de 9 mil profissionais no Espírito Santo, relata o vice-presidente Rafaele Cé -Foto: Yinson/Divulgação

Por
GILMAR HENRIQUES
Editor-Chefe

Com a convicção de que o setor de petróleo e gás continuará em ascensão por muitos anos, o vice-presidente da RedePetro ES, Rafaele Cé, entende que São Mateus e o norte capixaba têm muito a ganhar com esse novo protagonismo do segmento no contexto regional e nacional. O executivo explica que o Brasil já possui uma matriz energética limpa, e que as limitações por emissões que estão por vir, num processo de transição, devem ter impacto maior em outros países, como os da Europa e os Estados Unidos.

Rafaele atua diretamente na organização do 3º Seminário de Óleo, Gás e Energia no Norte Capixaba, que acontecerá quinta-feira (13), no Sesc, de 10h às 20h. Com mais de 300 participantes já inscritos, a programação prevê Rodada de Negócios, feira de produtos e serviços, e um seminário com participação de representantes de empresas, profissionais e outros especialistas que atuam no segmento.

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Rafaele Cé é o vice-presidente da RedePetro ES

Nesse cenário otimista, com a retomada de investimentos de gigantes como a Petrobras no ambiente offshore e o amadurecimento de operadoras independentes no onshore, abrem-se oportunidades de negócios promissores, inclusive no norte capixaba, onde se concentra a produção em terra. E é aí que ganham importância instituições como a RedePetro ES, associação de 134 empresas capixabas, que têm faturamento anual aproximado de R$ 9 bilhões e empregam juntas cerca de 9 mil funcionários.

O atual presidente estadual é Walter Pereira Júnior. No centro-norte capixaba, a instituição mantém em São Mateus a RedePetro Norte ES, que tem como coordenador regional o empresário Cássio Caldeira..

Ex-presidente estadual dessa rede de fornecedores, Rafaele Cé lembra que São Mateus e os municípios ao redor produzem óleo com característica única, sendo valioso para aplicações específicas, como lubrificantes. “O óleo aqui do Espírito Santo é diferente e tem um poder comercial muito forte. Não é um óleo comum, é difícil de extrair, porém tem um poder de valor agregado interessante para quem precisa dele”, comenta o atual vice-presidente da RedePetro ES. “Nem toda a refinaria está preparada para esse óleo. Porém, para as que estão preparadas, o óleo daqui tem valor agregado interessante”.

O executivo explica que atualmente a produção onshore da região ainda é muito dependente da empresa Seacrest, que detém 98% desse mercado e vive um processo turbulento. De acordo com Rafaele, São Mateus, Jaguaré, Linhares e Conceição da Barra têm atualmente entre 200 e 300 poços em produção. Cada poço produz em média 30 barris por dia, explica o dirigente da RedePetro ES. “Se você botar 200 poços a 30 barris/dia, você está falando em 6 mil barris/dia”, completa.

Conforme Rafaele Cé, a Seacrest ainda controla ativos importantes que pertenceram à Petrobras na região, como as estações Fazenda Alegre e Fazenda Cedro, entre outras, além da antiga Base 61 e o Terminal Marítimo Norte Capixaba (TNC), que, com estrutura de oleodutos e monoboia, pode facilitar a conquista de novos mercados para o óleo mais viscoso extraído na região. Esse quadro é considerado atraente para negociações de operadoras independentes.

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Navio-sonda perfura o poço Pitu Oeste, em águas profundas a 52 km da costa do Rio Grande do Norte, na Margem Equatorial
-Foto: Agência Petrobras

De acordo com Rafaele Cé, o mercado está empolgado, com os novos projetos de perfuração e produção, além do retorno das prospecções, inclusive nas grandes bacias produtoras do País e na nova aposta exploratória na chamada Margem Equatorial, trecho de litoral entre o Rio Grande do Norte e o Oiapoque, no Amapá, onde está localizada a promissora bacia da Foz do Amazonas, já avaliada como potencial novo pré-sal.

Na porção capixaba da bacia de Campos, a entrada em operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria, com capacidade de produzir até 100 mil barris de óleo por dia, traz otimismo para o mercado.

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Com 156 metros de altura e 333 metros de comprimento, o FPSO Maria Quitéria está instalado em lâmina d’agua de 1.385 metros.
Além disso, terá capacidade de geração de 100 MW de energia, o suficiente para abastecer uma cidade de 230 mil habitantes.
-Foto: Agência Petrobras/Divulgação

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