É lei: estabelecimento veterinário deve alertar casos de maus-tratos
Clínicas, hospitais e pet shops passam a integrar rede oficial de proteção animal, agilizando denúncias e ampliando o combate à violência contra animais
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Redação Web Ales
No Espírito Santo passou a ser obrigatória a comunicação de indícios de maus-tratos a animais por parte de todos os estabelecimentos que prestam serviços médico-veterinários no Espírito Santo. A Lei 12.653/2025 é de autoria do deputado estadual Fabrício Gandini (PSD).
Conforme a norma, clínicas, consultórios, hospitais veterinários, pet shops e demais unidades do setor devem informar imediatamente ao Núcleo de Proteção aos Animais (NPA), vinculado à Delegacia de Meio Ambiente, sempre que identificarem sinais de agressão, abandono, mutilação, envenenamento, estresse, pânico ou desnutrição — envolvendo animais domésticos, domesticados, silvestres ou exóticos.
A comunicação poderá ser feita por telefone ou por meios físicos ou digitais e deve incluir informações que auxiliem na identificação do possível responsável pelo crime.

-Foto: Lucas S. Costa / Ales
O deputado Gandini destaca que a medida cria uma rede mais ágil de vigilância e fortalece a proteção animal no Estado. Quando jovem, o deputado conviveu com dois cães que marcaram sua vida: Lana, uma rottweiler, e Fumaça, um Blue Heeler. Segundo ele, essa relação pessoal reforçou seu compromisso com a defesa dos animais.
“Precisamos transformar cada clínica em um ponto de vigilância contra a violência. Quando houver qualquer indício de maus-tratos, a comunicação deve ser imediata. Essa é mais uma ação para proteger aqueles que não podem se defender”, afirmou o parlamentar.
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