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Tatau: “São Mateus é minha casa, e este ano é axé na veia”

Dois dias depois de completar 56 anos de idade, Tatau foi recepcionado pelo prefeito Marcus Batista para energizar a Arena Guriri num desfile de sucessos em diferentes ritmos

GILMAR HENRIQUES
Editor-Chefe

“A festa em Guriri não tem preço: energia, astral, positividade, verão, tudo que a gente quer”. A definição é do soteropolitano Tatau, um artista de múltiplos talentos que exala axé. E foi um mix de energia, força e poder que trouxe esse cantor, compositor e instrumentista de volta a Guriri. A conexão Salvador-São Mateus é muito especial para este artista completo, autor/parceiro de trabalhos com inúmeros outros grandes nomes da música brasileira, que começou a sua vida artística ainda adolescente como a voz do lendário Ara Ketu, o bloco que virou banda e contribuiu para o sucesso além-fronteiras da axé music.

Dois dias depois de completar 56 anos de idade, e recepcionado pelo prefeito Marcus Batista e pelo secretário de Turismo Rafael Cruz, o energizado e elegante Tatau brotou na Arena Guriri para desfilar sucessos, numa mistura de ritmos que deixou mateenses, turistas e veranistas pulando que nem pipoca. “Estou trazendo o axé de muitos anos. Repertório eclético, tocando todo tipo de música, mas muitas vinculando a minha relação com a cidade, que é o axé, a minha energia, que é muito especial”, disse o cantor em entrevista ao portal Hora da Notícia Online.

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Tatau: celebrando 40 anos da axé music em Guriri (Fotos: Maickson Corrêa/PMSM-Divulgação)

Gilson Menezes dos Santos Dorea, o nome de batismo de Tatau, é, na humildade de quem sabe o tamanho que tem na música brasileira, um retrato vivo da sinergia entre o afro e o pop. E foi o que celebrou, no palco, diante do oceano e afagado pela brisa que soprava do mar: “40 anos de axé e mais um ano de São Mateus, prosperando, e fazendo cada vez mais bonito. É isso que a gente quer; é Guriri pegando fogo, de um jeito positivo”.

Na passagem por São Mateus, Tatau lembrou-se do amigo Rai Chocolate, cantor soteropolitano que, há 30 anos, sacode o litoral mateense e capixaba com o melhor do afro-pop-baiano. “Chocolate é meu amigo. Sei que ele tem um trabalho maravilhoso aqui no Espírito Santo. Por onde passa, as pessoas têm muito carinho por ele. Eu tenho muito amor por ele. Quero aproveitar e agradecê-lo por segurar a bandeira do axé na região. É impressionante! Chocó, eu te amo! Obrigado, meu irmão! Estamos juntos” – comentou o autor do imortal “Protesto Olodum”, a música que promoveu o antigo bloco afro a um novo patamar na música internacional.

Quase quatro décadas depois desse mega sucesso, composto em parceria com Paulo Moçambique e que promoveu uma revolução urbanística e cultural em Salvador, Tatau está de volta aos preparativos, “com muita energia”, para mais um carnaval. “Este ano não quero fugir muito do meu compromisso com os 40 anos do [gênero musical] que me deu régua, compasso, que me transformou neste artista que eu sou. É axé na veia este ano, mais do que nos outros”, antecipou.

E LÁ VAI ELE… VAI, TATAU!!!

Se tem “festa na cidade”, com “Tatau é bom demais”, “é dez” e deixa o público “mal acostumado”, numa prova que “ainda existe amor em nós”, “ô, meu pai”. Com ou sem “Protesto” do Olodum, mas sempre com sua africanidade, “sem “formas e formas”, mas num “sonho real”, lá vai ele “pra te abençoar” em outros palcos.

Com Tatau, a vibe de “amantes” do Ara com o axé do afro-pop é certeza que “vai dar praia”. No “balanço do camaleão”, a música é “minha razão de viver”, digo, dele, do compositor (e cantor, instrumentista, percussionista, místico, revolucionário…). “Sempre será”, na “hora H”, ou não, unindo e ecoando uma constelação de estrelas de carne e osso!

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