{"id":9789,"date":"2025-06-04T09:45:18","date_gmt":"2025-06-04T12:45:18","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=9789"},"modified":"2025-06-04T09:45:18","modified_gmt":"2025-06-04T12:45:18","slug":"unesco-reconhece-luta-por-preservacao-de-corais-em-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=9789","title":{"rendered":"Unesco reconhece luta por preserva\u00e7\u00e3o de corais em Pernambuco"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>Biof\u00e1brica de Corais enfrenta desafios como ondas de branqueamento<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>VITOR ABDALA<\/strong><br>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A eleva\u00e7\u00e3o da temperatura dos oceanos, que ocorreu entre 2023 e 2024, levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma onda de branqueamento de corais em todo o mundo. Estima-se que 84% dos recifes coralinos do Planeta tenham sido afetados pelo fen\u00f4meno, que consiste na interrup\u00e7\u00e3o da simbiose de algas fotossintetizantes (zooxantelas) com os corais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao perder o contato com as zooxantelas, os corais perdem uma fonte importante de nutri\u00e7\u00e3o e ficam mais fracos, tornando-se assim sujeitos a doen\u00e7as e \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img  title=\"\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"365\" height=\"205\" src=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Coral-cabeco_branco_0-UFPE.webp\"  alt=\"Coral-cabeco_branco_0-UFPE Unesco reconhece luta por preserva\u00e7\u00e3o de corais em Pernambuco\"  class=\"wp-image-9788\" style=\"width:481px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Coral-cabeco_branco_0-UFPE.webp 365w, https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Coral-cabeco_branco_0-UFPE-300x168.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 365px) 100vw, 365px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Banco de corais de cadeia submersa do Norte do Brasil mostram branqueamento. &#8211; Cabe\u00e7o Branco. Foto: <strong>UFPE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil n\u00e3o saiu ileso da onda global que causou a mortandade de corais, principalmente das esp\u00e9cies coral-de-fogo (Millepora alcicornis) e o coral-vela (Mussismilia harttii), entre os litorais de Maragogi (AL) e Natal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A praia de Porto de Galinhas, no litoral pernambucano, conhecida por seus passeios de jangada at\u00e9 recifes de coral, foi um dos trechos do litoral que sofreu com a onda de branqueamento. \u00c9 l\u00e1 que funciona o projeto Biof\u00e1brica de Corais, que alia ecoturismo com a regenera\u00e7\u00e3o dos recifes pernambucanos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA col\u00f4nia de corais de Porto de Galinhas teve perdas maiores que 95%. Tudo que sobreviveu foram pequenos fragmentos com tamanhos de menos de um ou dois cent\u00edmetros\u201d, explica o engenheiro de pesca Rud\u00e3 Fernandes, gestor da Biof\u00e1brica de Corais.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A biof\u00e1brica mant\u00e9m uma \u00e1rea destinada \u00e0 pesquisa e \u00e0 visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica em Porto de Galinhas, onde realiza seus trabalhos de recupera\u00e7\u00e3o de fragmentos de corais, reprodu\u00e7\u00e3o desses organismos e restaura\u00e7\u00e3o do recife.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte do trabalho de reprodu\u00e7\u00e3o e crescimento desses animais, do grupo dos cnid\u00e1rios (o mesmo das \u00e1guas-vivas), \u00e9 feito diretamente no recife, onde os beb\u00eas-corais crescem na natureza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra parte \u00e9 feita fora dali, em tanques de um laborat\u00f3rio localizado no Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene), do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), em Tamandar\u00e9, tamb\u00e9m em Pernambuco. Os indiv\u00edduos cultivados ali, s\u00e3o depois transportados para o recife com um tamanho maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi gra\u00e7as a esse trabalho, que a Biof\u00e1brica de Corais conseguiu salvar uma por\u00e7\u00e3o relevante dos corais de Porto de Galinhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNossos corais pequenos, cultivados in situ [no pr\u00f3prio recife], que estavam na fase de ber\u00e7\u00e1rio, infelizmente foram perdidos. Nossas col\u00f4nias mais velhas conseguiram passar pelo branqueamento. Elas tiveram diminui\u00e7\u00e3o da sua \u00e1rea, mas ainda conseguimos salvar 20% delas\u201d, afirma Fernandes. \u201cEnt\u00e3o os corais que est\u00e3o vivos no Porto [de Galinhas] s\u00e3o majoritariamente os manejados pela Biof\u00e1brica.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" width=\"463\" height=\"309\" src=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Corais-em-Boa-Viagem-Fernando-Frazao-ABr.webp\"  alt=\"Corais-em-Boa-Viagem-Fernando-Frazao-ABr Unesco reconhece luta por preserva\u00e7\u00e3o de corais em Pernambuco\"  class=\"wp-image-9770\" style=\"width:601px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Corais-em-Boa-Viagem-Fernando-Frazao-ABr.webp 463w, https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Corais-em-Boa-Viagem-Fernando-Frazao-ABr-300x200.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Explos\u00e3o de ondas nos recifes costeiros na praia do Buraco da V\u00e9ia, com a orla de Boa Viagem ao fundo, funcionando como barreira natural. As forma\u00e7\u00f5es rochosas absorvem at\u00e9 96% do impacto das ondas.\u00a0 Foto: <strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora o trabalho envolve fazer o manejo desses corais, a fim de repovoar os recifes de Porto de Galinhas. Em Tamandar\u00e9, onde a Biof\u00e1brica tem seu laborat\u00f3rio, os corais recolocados no mar tamb\u00e9m branquearam, mas puderam ser salvos depois de serem transportados de volta aos tanques do Cepene.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste ano, a Biof\u00e1brica de Corais foi reconhecida pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), como um projeto global de refer\u00eancia da D\u00e9cada do Oceano.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO endosso representa um respaldo ao que fazemos e \u00e9 tamb\u00e9m importante para nos conectarmos com outros pesquisadores e agentes globais importantes nas quest\u00f5es relacionadas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o dos oceanos. Isso permite obten\u00e7\u00e3o de conhecimento, parcerias estrat\u00e9gicas, trocas que direcionam nosso trabalho para ser melhor\u201d, conclui Fernandes.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biof\u00e1brica de Corais enfrenta desafios como ondas de branqueamento Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil PorVITOR ABDALAAg\u00eancia Brasil A eleva\u00e7\u00e3o da temperatura dos oceanos, que ocorreu entre 2023 e 2024, levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma onda de branqueamento de corais em todo o mundo. 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