{"id":8586,"date":"2025-05-09T11:46:24","date_gmt":"2025-05-09T14:46:24","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=8586"},"modified":"2025-05-09T11:46:25","modified_gmt":"2025-05-09T14:46:25","slug":"inflacao-perde-forca-pelo-2o-mes-seguido-e-fecha-abril-em-043","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=8586","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o perde for\u00e7a pelo 2\u00ba m\u00eas seguido e fecha abril em 0,43%"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>IPCA \u00e9 pressionado por pre\u00e7os de alimentos e rem\u00e9dios<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>T\u00e2nia R\u00eago \/ Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>BRUNO DE FREITAS MOURA<\/strong><br>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infla\u00e7\u00e3o oficial fechou abril em 0,43%, pressionada principalmente pelos pre\u00e7os dos alimentos e de produtos farmac\u00eauticos. O resultado mostra desacelera\u00e7\u00e3o pelo segundo m\u00eas seguido, ap\u00f3s o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) ter marcado 1,31% em fevereiro e 0,56% em mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00edndice \u00e9 o maior para um m\u00eas de abril desde 2023 (0,61%). Em abril de 2024, a varia\u00e7\u00e3o havia sido de 0,38%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No per\u00edodo de 12 meses, o IPCA soma 5,53%, o maior desde fevereiro de 2023 (5,6%) e acima da meta do governo. Em mar\u00e7o, esse acumulado era de 5,48%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A meta de infla\u00e7\u00e3o estipulada pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) \u00e9 de 3%, com toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o in\u00edcio de 2025, a meta \u00e9 considerada descumprida se ficar seis meses seguidos fora do intervalo de toler\u00e2ncia. Todos os resultados desde janeiro figuraram acima do teto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Alimentos e rem\u00e9dios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos nove grupos de pre\u00e7os pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram infla\u00e7\u00e3o positiva, com os maiores pesos exercidos por alimentos e sa\u00fade. Juntos, esses dois grupos responderam por 0,34 ponto percentual (p.p.) do IPCA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u25ba Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas: 0,82% (0,18 p.p.)<br>\u25ba Habita\u00e7\u00e3o: 0,14% (0,02 p.p.)<br>\u25ba Artigos de resid\u00eancia: 0,53% (0,02 p.p.)<br>\u25ba Vestu\u00e1rio: 1,02% (0,05 p.p.)<br>\u25ba Transportes: -0,38% (-0,08 p.p.)<br>\u25ba Sa\u00fade e cuidados pessoais: 1,18% (0,16 p.p.)<br>\u25ba Despesas pessoais: 0,54% (0,05 p.p.)<br>\u25ba Educa\u00e7\u00e3o: 0,05% (0 p.p.)<br>\u25ba Comunica\u00e7\u00e3o: 0,69% (0,03 p.p.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Maior impacto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de representar o maior impacto de alta na infla\u00e7\u00e3o de abril, o grupo alimentos e bebidas mostra desacelera\u00e7\u00e3o ante mar\u00e7o, quando foi de 1,17%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os alimentos integram o grupo de maior peso no IPCA, por isso, mesmo desacelerando, exercem impacto importante na m\u00e9dia de pre\u00e7os da cesta de consumo dos brasileiros. Os produtos que mais puxaram para cima o pre\u00e7o da comida foram:<br>\u25ba batata-inglesa (18,29%)<br>\u25ba tomate (14,32%)<br>\u25ba caf\u00e9 mo\u00eddo (4,48%)<br>\u25ba Caf\u00e9 sobe 80,2%<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 12 meses, o caf\u00e9 apresenta alta de 80,2%, configurando-se a maior varia\u00e7\u00e3o acumulada desde o in\u00edcio do Plano Real em julho de 1994.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, o arroz, que caiu 4,19%, foi o item aliment\u00edcio que mais colaborou para segurar os pre\u00e7os. O ovo, que vinha sendo um dos vil\u00f5es (alta de 16,74% em doze meses), recuou 1,29% em abril.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gon\u00e7alves, a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos \u00e9 muito influenciada por quest\u00f5es clim\u00e1ticas. \u201cMuitos deles tiveram quest\u00e3o de clima, ou chove muito ou n\u00e3o chove\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs efeitos da natureza n\u00e3o t\u00eam como controlar\u201d, observou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fernando destaca que o \u00edndice de difus\u00e3o \u2013 indicador que mostra a propor\u00e7\u00e3o de subitens que tiveram aumento de pre\u00e7o no m\u00eas \u2013 passou de 55% para 70% dos 168 produtos aliment\u00edcios pesquisados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em todo o IPCA, o \u00edndice de difus\u00e3o ficou em 67% dos 377 subitens apurados \u2013 o maior desde dezembro de 2024 (69%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No grupo sa\u00fade e cuidados pessoais, o resultado foi influenciado por produtos farmac\u00eauticos, que subiram 2,32%, por conta do reajuste de medicamentos de at\u00e9 5,09% autorizado pelo governo a partir de 31 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Al\u00edvio nos transportes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo de transportes foi o \u00fanico a ter queda nos pre\u00e7os (-0,38%), resultado influenciado pela redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas (-14,15%), o que exerceu o principal impacto negativo no IPCA de abril, com peso de -0,09 p.p.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os combust\u00edveis tamb\u00e9m ajudaram, recuando 0,45%. Todos tiveram varia\u00e7\u00e3o negativa:<br>\u25ba \u00f3leo diesel: -1,27%<br>\u25ba g\u00e1s veicular: -0,91%<br>\u25ba etanol: -0,82%<br>\u25ba gasolina (subitem que mais pesa no IPCA): -0,35%<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fernando Gon\u00e7alves destaca que \u201chouve redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o do \u00f3leo diesel nas refinarias a partir de 1\u00ba de abril e, no caso do etanol, houve avan\u00e7o na safra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Foco do BC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao separar a infla\u00e7\u00e3o entre itens de servi\u00e7os e controlados, o IBGE aponta que o agregado de servi\u00e7o desacelerou de 0,62% em mar\u00e7o para 0,20% em abril. J\u00e1 os pre\u00e7os monitorados, ou seja, controlados pelo governo, aceleraram de 0,18% para 0,35%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O comportamento da infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e9 um dos fatores avaliados pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central (BC) para decidir o n\u00edvel da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao m\u00eas. A defini\u00e7\u00e3o da Selic \u00e9 uma das formas de buscar o controle da infla\u00e7\u00e3o. Quanto maiores os juros, menos favor\u00e1vel ao consumo fica a economia, tendendo a segurar os pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNo agregado de servi\u00e7os, a desacelera\u00e7\u00e3o \u00e9 explicada pela queda das passagens a\u00e9reas. E nos monitorados, a explica\u00e7\u00e3o para a acelera\u00e7\u00e3o vem do aumento dos produtos farmac\u00eauticos\u201d, explica Gon\u00e7alves.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A energia el\u00e9trica residencial apresentou queda de 0,08%, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de tributos (PIS\/Cofins) em algumas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>INPC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IBGE divulgou tamb\u00e9m que o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,48% em abril.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre os dois \u00edndices \u00e9 que o INPC apura a infla\u00e7\u00e3o para as fam\u00edlias com renda de at\u00e9 cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos. J\u00e1 o IPCA, para lares com renda de at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos. Atualmente, o m\u00ednimo \u00e9 de R$ 1.518.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de pre\u00e7os pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam 25% do \u00edndice, mais que no IPCA (21,86%), pois as fam\u00edlias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na \u00f3tica inversa, o pre\u00e7o de passagem de avi\u00e3o pesa menos no INPC do que no IPCA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros, pois o acumulado m\u00f3vel de 12 meses costuma ser utilizado para c\u00e1lculo do reajuste de sal\u00e1rios de diversas categorias ao longo do ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IPCA \u00e9 pressionado por pre\u00e7os de alimentos e rem\u00e9dios Foto: T\u00e2nia R\u00eago \/ Ag\u00eancia Brasil PorBRUNO DE FREITAS MOURAAg\u00eancia Brasil A infla\u00e7\u00e3o oficial fechou abril em 0,43%, pressionada principalmente pelos pre\u00e7os dos alimentos e de produtos farmac\u00eauticos. 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