{"id":7732,"date":"2025-04-23T13:17:29","date_gmt":"2025-04-23T16:17:29","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=7732"},"modified":"2025-04-23T13:17:29","modified_gmt":"2025-04-23T16:17:29","slug":"recorde-de-ameacas-de-morte-nos-conflitos-agrarios-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=7732","title":{"rendered":"Recorde de amea\u00e7as de morte nos conflitos agr\u00e1rios em 2024"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>Relat\u00f3rio da CPT apontou tamb\u00e9m alta em disputas por terra e \u00e1gua<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>Assessoria MST-PA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>LETYCIA BOND<\/strong><br>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ano de 2024 apresentou aumento de conflitos por terra e por \u00e1gua, na compara\u00e7\u00e3o com 2023, no Brasil. Respectivamente, as disputas subiram de 1.724 para 1.768 e de 225 para 266, conforme aponta a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) em seu relat\u00f3rio anual, lan\u00e7ado nesta quarta-feira (23) e que adverte para a alta na incid\u00eancia de contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos e o recorde de amea\u00e7as de morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro da esfera dos conflitos no campo, a \u00fanica das tr\u00eas categorias que teve redu\u00e7\u00e3o foi a de conflitos trabalhistas, que diz respeito a casos de trabalho escravo contempor\u00e2neo. Ao todo, no ano passado, foram identificadas 151 ocorr\u00eancias, n\u00famero subnotificado, como destacou a CPT em entrevista \u00e0 imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do total de conflitos por terra registrados no ano passado, 1.624 foram ocorr\u00eancias de viol\u00eancias contra a ocupa\u00e7\u00e3o, sendo o Maranh\u00e3o respons\u00e1vel por 363 casos, ou seja, mais de um quinto (21,6%). Completam a rela\u00e7\u00e3o das dez unidades federativas com maior quantidade o Par\u00e1 (234), a Bahia (135), Roraima (119), o Amazonas (117), Mato Grosso (102), Mato Grosso do Sul (93), o Acre (59), Goi\u00e1s (49) e Tocantins (46).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O restante computado na classe de conflitos por terra, foi de a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia. Somaram 88 notifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma singularidade do ano retratado nesta \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio \u00e9 o aumento expressivo de ocorr\u00eancias de contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xico. No ciclo de 2015 a 2023, a m\u00e9dia era 24,3 por ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2024, houve uma generaliza\u00e7\u00e3o, e 276 foram registrados. Novamente, o Maranh\u00e3o aparece em primeiro lugar, respondendo por 228 deles (83,5%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os inc\u00eandios, documentados na classe dos conflitos por terra, subiram de 91 para 194 (113%), enquanto o desmatamento ilegal passou de 150 ocorr\u00eancias para 209 (39%). A CPT ressalta que a Amaz\u00f4nia Legal foi a regi\u00e3o mais atingida por ambos os fen\u00f4menos. Mato Grosso concentra 25% dos inc\u00eandios e o Par\u00e1 protagoniza a maior parte da perda de vegeta\u00e7\u00e3o (20%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As principais v\u00edtimas de viol\u00eancia no contexto das disputas por terra foram os ind\u00edgenas (29%), posseiros (25%), quilombolas (13%) e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra &#8211; MST (11%). Como principais agentes que perpetraram as agress\u00f5es s\u00e3o apontados fazendeiros (44%), empres\u00e1rios (15%) e o governo federal (8%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Viol\u00eancia contra a pessoa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No documento, constam, ainda, dados sobre assassinatos, tentativas de assassinato, amea\u00e7as de morte e intimida\u00e7\u00e3o. O ano passado, informaram os pesquisadores, foi marcado duas quebras de padr\u00e3o bastante not\u00e1veis: a queda mais significativa, desde 2015, no n\u00famero de assassinatos, que totalizaram 13 ocorr\u00eancias, e o recorde de amea\u00e7as de morte, um total de 272, tamb\u00e9m dentro dos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro elemento que se repete no circuito de viol\u00eancia no campo \u00e9 o latifundi\u00e1rio como multiplicador das agress\u00f5es. Seis dos 13 casos de homic\u00eddio (46%) foram encomendados por fazendeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em quatro dos assassinatos com fazendeiros implicados, verificou-se que for\u00e7as policiais foram quem executaram ou apoiaram os autores. Uma das execu\u00e7\u00f5es foi cometida por um ex-policial militar, que atuava como seguran\u00e7a particular de um empres\u00e1rio, que ordenou o crime.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio da CPT apontou tamb\u00e9m alta em disputas por terra e \u00e1gua Foto: Assessoria MST-PA PorLETYCIA BONDAg\u00eancia Brasil O ano de 2024 apresentou aumento de conflitos por terra e por \u00e1gua, na compara\u00e7\u00e3o com 2023, no Brasil. 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