{"id":4658,"date":"2025-03-13T12:17:13","date_gmt":"2025-03-13T15:17:13","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=4658"},"modified":"2025-03-13T12:17:24","modified_gmt":"2025-03-13T15:17:24","slug":"a-cada-17-horas-ao-menos-uma-mulher-foi-vitima-de-feminicidio-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=4658","title":{"rendered":"A cada 17 horas, ao menos uma mulher foi v\u00edtima de feminic\u00eddio em 2024"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:25px\"><em>Nove estados registraram 531 mortes por raz\u00e3o de g\u00eanero<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>ANA CRISTINA CAMPOS<br><\/strong>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cada 17 horas, uma mulher morreu em raz\u00e3o do g\u00eanero em 2024 em nove estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a: Amazonas, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Os dados apontaram um total de 531 v\u00edtimas de feminic\u00eddios no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 75,3% dos casos, os crimes foram cometidos por pessoas pr\u00f3ximas. Se considerados somente parceiros e ex-parceiros, o \u00edndice \u00e9 de 70%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo boletim Elas Vivem: um caminho de luta, divulgado nesta quinta-feira (13), foi produzido pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a, uma iniciativa do Centro de Estudos de Seguran\u00e7a e Cidadania (CESeC) dedicada a acompanhar pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a, fen\u00f4menos de viol\u00eancia e criminalidade em nove estados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o estudo, a cada 24 horas ao menos 13 mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia em 2024 nos nove estados. Ao todo, foram registradas 4.181 mulheres vitimadas, representando um aumento de 12,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, quando o estado do Amazonas ainda n\u00e3o fazia parte deste monitoramento. O estado juntou-se \u00e0 Rede em janeiro do ano seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cContinuamos chamando aten\u00e7\u00e3o, ano ap\u00f3s ano, para um fen\u00f4meno muito maior do que essa amostragem, que foi normalizado pela sociedade e pelo poder p\u00fablico como apenas mais uma pauta social. E por isso os n\u00fameros seguem aumentando, enquanto as pol\u00edticas de assist\u00eancia est\u00e3o sendo fragilizadas\u201d, observa a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cApesar de importantes avan\u00e7os ao longo dos anos com a institucionaliza\u00e7\u00e3o dos mecanismos de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, como as Delegacias Especializadas de Atendimento \u00e0 Mulher (DEAMs), a Lei Maria da Penha e a tipifica\u00e7\u00e3o do feminic\u00eddio como crime \u2013 que deveriam estar mais consolidados e dotados de melhores condi\u00e7\u00f5es de funcionamento \u2013, a viol\u00eancia contra mulheres e o feminic\u00eddio continuam sendo uma realidade alarmante em nosso pa\u00eds\u201d, disse a pesquisadora Edna Jatob\u00e1, que assina o principal texto desta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nove estados registraram 531 mortes por raz\u00e3o de g\u00eanero Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil PorANA CRISTINA CAMPOSAg\u00eancia Brasil A cada 17 horas, uma mulher morreu em raz\u00e3o do g\u00eanero em 2024 em nove estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a: Amazonas, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. 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