{"id":24167,"date":"2026-08-26T23:20:37","date_gmt":"2026-08-27T02:20:37","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=24167"},"modified":"2026-08-26T23:20:38","modified_gmt":"2026-08-27T02:20:38","slug":"tabagismo-e-maior-entre-jovens-de-16-a-24-anos-alerta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=24167","title":{"rendered":"Tabagismo \u00e9 maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>Maioria dos fumantes mant\u00eam outros h\u00e1bitos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>Matheus Crobelatti*<\/strong><br>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incid\u00eancia de tabagismo maior que outras faixas et\u00e1rias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo C\u00e2ncer Center em parceria com a empresa Nexus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa faixa et\u00e1ria, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletr\u00f4nicos, n\u00famero acima da m\u00e9dia nacional (17%) e de todas as outras faixas et\u00e1rias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor \u00edndice de tabagismo, com 15% dos entrevistados declarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, os dados apontam que grande parte da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o brasileira (33%) compartilha frequentemente ambientes dom\u00e9sticos ou de trabalho com fumantes. A inala\u00e7\u00e3o passiva da fuma\u00e7a eleva as chances de desenvolvimento de c\u00e2ncer pulmonar, inclusive em indiv\u00edduos que jamais fumaram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Helano Freitas, l\u00edder do Centro de Refer\u00eancia de Tumores de Pulm\u00e3o e T\u00f3rax do A.C.Camargo, a incid\u00eancia do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige aten\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria. O m\u00e9dico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em m\u00e9dia, aos 16 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulner\u00e1vel, h\u00e1 um alto risco de inicia\u00e7\u00e3o na depend\u00eancia sem conseguir deix\u00e1-la posteriormente, ainda que as demais idades tamb\u00e9m necessitem de cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Outras categorias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A popula\u00e7\u00e3o com mais de 60 anos lidera o \u00edndice de ex-fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as regi\u00f5es do pa\u00eds, o consumo de cigarro \u00e9 superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte\/Centro-Oeste (13%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa tamb\u00e9m demonstra que o consumo de cigarros est\u00e1 atrelado a fatores socioecon\u00f4micos. Os entrevistados que possuem renda salarial de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo apresentam a maior taxa de tabagismo, com 19%. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de escolaridade, aqueles que conclu\u00edram apenas o ensino fundamental tamb\u00e9m apresentam o maior \u00edndice de tabagismo, com 21%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo indica ainda uma forte rela\u00e7\u00e3o entre o tabagismo e outros comportamentos de risco: 84% dos fumantes relataram manter at\u00e9 quatro h\u00e1bitos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade no cotidiano, destacando-se o sedentarismo e a ingest\u00e3o exagerada de frituras e produtos ultraprocessados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contrapartida, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmam n\u00e3o ter nenhum h\u00e1bito prejudicial \u00e0 sa\u00fade, o dobro do \u00edndice observado entre os fumantes (9%). J\u00e1 os ex-fumantes lideram a categoria de apenas um h\u00e1bito ruim (44%) e apresentam baixas taxas de m\u00faltiplos deslizes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio sugere que abandonar o cigarro costuma vir acompanhado de uma reestrutura\u00e7\u00e3o ampla do estilo de vida, restando apenas um deslize residual na rotina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro dado do estudo revela que 63% dos fumantes classificam a pr\u00f3pria sa\u00fade como &#8220;\u00f3tima&#8221; ou &#8220;boa&#8221;. Essa percep\u00e7\u00e3o positiva supera inclusive a das pessoas que jamais fumaram (61%), ainda que a diferen\u00e7a esteja contida na margem de erro, demonstrando que os fumantes se consideram t\u00e3o saud\u00e1veis quanto os n\u00e3o fumantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">&#8230;<br>*Estagi\u00e1rio da Ag\u00eancia Brasil sob supervis\u00e3o de Odair Braz Junior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maioria dos fumantes mant\u00eam outros h\u00e1bitos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade Foto: Divulga\u00e7\u00e3o PorMatheus Crobelatti*Ag\u00eancia Brasil Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incid\u00eancia de tabagismo maior que outras faixas et\u00e1rias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo C\u00e2ncer Center em parceria com a empresa Nexus. 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