{"id":23599,"date":"2026-08-06T08:24:33","date_gmt":"2026-08-06T11:24:33","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=23599"},"modified":"2026-08-06T08:24:33","modified_gmt":"2026-08-06T11:24:33","slug":"mpf-denuncia-empresas-por-despejo-de-residuos-na-baia-de-guanabara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=23599","title":{"rendered":"MPF denuncia empresas por despejo de res\u00edduos na Ba\u00eda de Guanabara"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>Estaleiro funcionava sem licen\u00e7a ambiental na regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>Douglas Corr\u00eaa<br><\/strong>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duas empresas do setor de reparo naval, a Selano Trade Reparos Navais e a PSA Reparos Navais, foram denunciadas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) por despejar res\u00edduos perigosos na Ba\u00eda de Guanabara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Ag\u00eancia Brasil n\u00e3o conseguiu contato com as empresas denunciadas e mant\u00e9m o espa\u00e7o aberto a suas manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a den\u00fancia de crimes ambientais, as empresas operaram um estaleiro sem licen\u00e7a ambiental no bairro do Caju, zona portu\u00e1ria do Rio, durante sete anos. Res\u00edduos teriam sido armazenados no local e abandonados de forma irregular, permitindo que parte deles atingisse as \u00e1guas da ba\u00eda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na a\u00e7\u00e3o penal, o MPF pede a fixa\u00e7\u00e3o de valor m\u00ednimo de R$ 1,45 milh\u00e3o para repara\u00e7\u00e3o dos danos ambientais. O montante corresponde a 50% do rendimento que a promotoria estima ter sido obtido com a explora\u00e7\u00e3o comercial da \u00e1rea durante o per\u00edodo de funcionamento irregular do estaleiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O funcionamento da instala\u00e7\u00e3o foi entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2025. Durante esse per\u00edodo, as empresas teriam guardado e abandonado res\u00edduos oleosos, cilindros de gases inflam\u00e1veis e outras subst\u00e2ncias perigosas em desacordo com a legisla\u00e7\u00e3o ambiental. Segundo o MPF, o descarte irregular desses materiais atingiu a Ba\u00eda de Guanabara, provocando danos irrepar\u00e1veis ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;A investiga\u00e7\u00e3o foi iniciada ap\u00f3s fiscaliza\u00e7\u00e3o do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com apoio da Delegacia de Prote\u00e7\u00e3o ao Meio Ambiente (DPMA), em fevereiro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os agentes constataram que o estaleiro funcionava normalmente, realizando servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o em embarca\u00e7\u00f5es, apesar da inexist\u00eancia de licen\u00e7a ambiental. Durante a inspe\u00e7\u00e3o, a equipe verificou o reparo de uma embarca\u00e7\u00e3o, evidenciando a continuidade da atividade econ\u00f4mica desenvolvida no local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Laudo produzido pelo Instituto de Criminal\u00edstica Carlos \u00c9boli (ICCE) confirmou a aus\u00eancia de licen\u00e7a ambiental e identificou diversas irregularidades na gest\u00e3o de res\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os peritos encontraram isotanques com res\u00edduos oleosos armazenados de forma inadequada, cilindros de g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP) espalhados pelo terreno, pontos de abastecimento de \u00f3leo diesel e oxig\u00eanio utilizados nas atividades de soldagem, al\u00e9m de res\u00edduos perigosos depositados pr\u00f3ximos aos cont\u00eaineres e \u00e0s margens da Ba\u00eda de Guanabara, ocasionando polui\u00e7\u00e3o h\u00eddrica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda segundo a den\u00fancia, o administrador das empresas admitiu, em depoimento prestado \u00e0 pol\u00edcia e ao MPF, que o estaleiro funcionava sem licen\u00e7a ambiental. Embora tenha alegado dificuldades relacionadas \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea onde o empreendimento operava, o MPF sustenta que cabia exclusivamente \u00e0s empresas e ao seu administrador obter o licenciamento ambiental e garantir a destina\u00e7\u00e3o adequada dos res\u00edduos perigosos gerados pela atividade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estaleiro funcionava sem licen\u00e7a ambiental na regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil PorDouglas Corr\u00eaaAg\u00eancia Brasil Duas empresas do setor de reparo naval, a Selano Trade Reparos Navais e a PSA Reparos Navais, foram denunciadas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) por despejar res\u00edduos perigosos na Ba\u00eda de Guanabara. 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