{"id":21628,"date":"2026-06-10T08:29:01","date_gmt":"2026-06-10T11:29:01","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=21628"},"modified":"2026-06-10T08:29:01","modified_gmt":"2026-06-10T11:29:01","slug":"situacao-dos-oceanos-e-grave-e-demanda-acao-global-urgente-diz-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=21628","title":{"rendered":"Situa\u00e7\u00e3o dos oceanos \u00e9 grave e demanda a\u00e7\u00e3o global urgente, diz ONU"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>Relat\u00f3rio aponta n\u00edveis recordes de degelo em 2022, 2023, 2024 e 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>Camila Boehm<\/strong><br>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), divulgado na segunda-feira (8), concluiu que a situa\u00e7\u00e3o dos oceanos \u00e9 grave e demanda respostas urgentes e coordenadas entre governos, pesquisadores, setor privado, organismos multilaterais e comunidades costeiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O terceiro ciclo da Avalia\u00e7\u00e3o Mundial dos Oceanos (WOA-3, na sigla em ingl\u00eas), principal an\u00e1lise multidisciplinar sobre o estado dos oceanos, reuniu mais de 550 cientistas e outros especialistas de 86 pa\u00edses. Os dados do WOA-3 referem-se principalmente ao per\u00edodo entre 2018 e 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O documento alerta que diversos indicadores cr\u00edticos da sa\u00fade do oceano pioraram significativamente desde a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do estudo, publicada em 2022, incluindo aquecimento, eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, perda de gelo polar, biodiversidade, pesca e polui\u00e7\u00e3o marinha. Essa \u00e9 a vers\u00e3o mais extensa desde que a s\u00e9rie de relat\u00f3rios foi lan\u00e7ada em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio destaca deslocamento de esp\u00e9cies marinhas para \u00e1guas mais frias; impactos crescentes das ondas de calor marinhas sobre a pesca; e vulnerabilidade crescente de comunidades costeiras dependentes do oceano.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO oceano \u00e9 o principal amortecedor da crise clim\u00e1tica, mas os sinais de estresse est\u00e3o se tornando cada vez mais evidentes prejudicando sua atua\u00e7\u00e3o na regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica\u201d, afirmou o professor Ronaldo Christofoletti, da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), um dos coautores brasileiros do relat\u00f3rio.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os impactos para o Brasil incluem maior vulnerabilidade costeira, riscos para cidades litor\u00e2neas, press\u00e3o sobre pesca e aumento de eventos extremos associados ao Atl\u00e2ntico tropical.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO que vemos no novo relat\u00f3rio \u00e9 que fen\u00f4menos antes considerados excepcionais est\u00e3o se tornando recorrentes, inclusive com impactos potenciais para o litoral brasileiro, para a pesca, para os recifes de coral e para as popula\u00e7\u00f5es costeiras\u201d, explicou o professor.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O WOA-3 mostrou que o oceano entrou em uma fase de aquecimento acelerado e que fen\u00f4menos clim\u00e1ticos extremos passaram a acontecer em ritmo maior em ambiente marinho nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o relat\u00f3rio, a taxa de eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel m\u00e9dio global do mar atingiu 4,3 mil\u00edmetro (mm) por ano no per\u00edodo entre 2013 e 2023. No relat\u00f3rio anterior, que tinha como base o per\u00edodo entre 1993 e 2018, a taxa de eleva\u00e7\u00e3o era de aproximadamente 3,2 mm\/ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Houve ainda agravamento das mudan\u00e7as nos oceanos polares, com queda acelerada ap\u00f3s 2016, atingindo n\u00edveis recordes de degelo nos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025. Os especialistas alertam que mudan\u00e7as no gelo polar t\u00eam impactos globais sobre circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica, clima, biodiversidade e eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O documento apontou forte expans\u00e3o dos impactos da polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica sobre a biodiversidade marinha. Enquanto o relat\u00f3rio anterior registrava cerca de 1,4 mil esp\u00e9cies afetadas por pl\u00e1stico, o novo estudo aponta mais de 4 mil esp\u00e9cies impactadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os especialistas alertam que a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica deixou de ser apenas um problema costeiro ou visual e passou a representar amea\u00e7a crescente para a biodiversidade, alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade ambiental global. Segundo Ronaldo Christofoletti, no Brasil, o problema tem rela\u00e7\u00e3o direta com saneamento insuficiente, res\u00edduos urbanos, polui\u00e7\u00e3o costeira e contamina\u00e7\u00e3o de praias e rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a pesca e a seguran\u00e7a alimentar continuam sob press\u00e3o crescente. O relat\u00f3rio anterior apontava que cerca de 64,6% dos estoques pesqueiros permaneciam biologicamente sustent\u00e1veis em 2019. O documento mais recente mostra queda para 62,3% em 2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio aponta n\u00edveis recordes de degelo em 2022, 2023, 2024 e 2025 Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil PorCamila BoehmAg\u00eancia Brasil Relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), divulgado na segunda-feira (8), concluiu que a situa\u00e7\u00e3o dos oceanos \u00e9 grave e demanda respostas urgentes e coordenadas entre governos, pesquisadores, setor privado, organismos multilaterais e comunidades costeiras. 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