{"id":18176,"date":"2026-02-09T08:23:10","date_gmt":"2026-02-09T11:23:10","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=18176"},"modified":"2026-02-09T10:36:08","modified_gmt":"2026-02-09T13:36:08","slug":"es-aposta-no-cultivo-de-camarao-da-malasia-em-agua-doce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=18176","title":{"rendered":"ES aposta na cria\u00e7\u00e3o de camar\u00e3o da Mal\u00e1sia em \u00e1gua doce"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>Em 2024, a produ\u00e7\u00e3o estadual dessa esp\u00e9cie somou 11,35 toneladas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>Redes Sociais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se fala em aquicultura no Esp\u00edrito Santo, a imagem mais comum costuma ser a de peixes cultivados em tanques ou barragens. Mas a realidade capixaba guarda uma curiosidade pouco conhecida: o cultivo do camar\u00e3o-gigante-da-Mal\u00e1sia, uma das maiores esp\u00e9cies de camar\u00e3o de \u00e1gua doce do mundo, criada em viveiros afastados do mar e bem adaptada ao ambiente rural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2024, a produ\u00e7\u00e3o estadual dessa esp\u00e9cie somou 11,35 toneladas, distribu\u00eddas em poucos, por\u00e9m estrat\u00e9gicos munic\u00edpios, o que evidencia um arranjo produtivo ainda concentrado, mas com potencial de diversifica\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o dentro da aquicultura capixaba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O munic\u00edpio de Governador Lindenberg lidera com ampla folga, respondendo por 7,5 mil quilos, o equivalente a 66,1% de toda a produ\u00e7\u00e3o estadual. Na sequ\u00eancia aparece Ibira\u00e7u, com 2,95 mil quilos (26,0%), consolidando-se como o segundo principal polo produtor. Alfredo Chaves e Maril\u00e2ndia completam o mapa produtivo, com 500 quilos (4,4%) e 400 quilos (3,5%), respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o secret\u00e1rio de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o cultivo do camar\u00e3o-gigante-da-Mal\u00e1sia representa uma alternativa estrat\u00e9gica para o fortalecimento da aquicultura no meio rural.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTrata-se de uma atividade que diversifica a renda do produtor, aproveita bem a \u00e1gua doce e amplia as oportunidades no campo, especialmente para pequenos e m\u00e9dios produtores. \u00c9 um exemplo claro de como a inova\u00e7\u00e3o pode agregar valor e gerar desenvolvimento no interior do Estado\u201d, destacou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Camar\u00e3o-gigante-da-Mal\u00e1sia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O camar\u00e3o-gigante-da-Mal\u00e1sia (Macrobrachium rosenbergii) chama aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas pelo local onde \u00e9 produzido, mas tamb\u00e9m por suas caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas. Diferentemente dos camar\u00f5es marinhos, a fase de engorda ocorre em \u00e1gua doce, embora o desenvolvimento larval dependa de \u00e1gua salobra. A esp\u00e9cie pode ultrapassar 30 cent\u00edmetros de comprimento, destacando-se pelo porte elevado entre os camar\u00f5es de \u00e1gua doce cultivados e pelo bom rendimento de carne, atributo que confere valor gastron\u00f4mico e atratividade para mercados especializados e para o consumo regional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro diferencial \u00e9 a boa adapta\u00e7\u00e3o a sistemas de viveiros escavados, o que permite integrar o cultivo a propriedades rurais j\u00e1 consolidadas e ampliar as possibilidades de gera\u00e7\u00e3o de renda. O crescimento relativamente r\u00e1pido e a aceita\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria refor\u00e7am o interesse pela esp\u00e9cie como alternativa produtiva dentro da aquicultura estadual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a engenheira de pesca da Seag, Naessa Martins, apesar do potencial, o cultivo exige aten\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO acompanhamento cont\u00ednuo \u00e9 importante, desde a implanta\u00e7\u00e3o do sistema at\u00e9 a despesca. A qualifica\u00e7\u00e3o do produtor \u00e9 fundamental para a ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas de manejo, redu\u00e7\u00e3o de perdas, melhoria do desempenho produtivo e correta manipula\u00e7\u00e3o do alimento no p\u00f3s-despesca\u201d, explicou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda restrita a poucos munic\u00edpios, a produ\u00e7\u00e3o do camar\u00e3o-gigante-da-Mal\u00e1sia mostra que a aquicultura capixaba vai al\u00e9m do \u00f3bvio. Longe do mar, em \u00e1reas rurais do Esp\u00edrito Santo, cresce um crust\u00e1ceo que simboliza inova\u00e7\u00e3o produtiva, diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e novas oportunidades para o campo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2024, a produ\u00e7\u00e3o estadual dessa esp\u00e9cie somou 11,35 toneladas Foto: Redes Sociais Quando se fala em aquicultura no Esp\u00edrito Santo, a imagem mais comum costuma ser a de peixes cultivados em tanques ou barragens. Mas a realidade capixaba guarda uma curiosidade pouco conhecida: o cultivo do camar\u00e3o-gigante-da-Mal\u00e1sia, uma das maiores esp\u00e9cies de camar\u00e3o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[95,96],"tags":[],"class_list":["post-18176","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18176"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18176\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18186,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18176\/revisions\/18186"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/18147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}