{"id":16499,"date":"2025-12-25T13:45:30","date_gmt":"2025-12-25T16:45:30","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=16499"},"modified":"2025-12-25T13:45:32","modified_gmt":"2025-12-25T16:45:32","slug":"artistas-perifericos-de-auto-de-natal-lideram-lutas-em-comunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=16499","title":{"rendered":"Artistas perif\u00e9ricos de auto de Natal lideram lutas em comunidades"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>Integrantes do Baile do Menino Deus, no Recife, agem sem holofotes<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>Hans Von Manteuffel\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>LUIZ CL\u00c1UDIO FERREIRA<\/strong><br>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O menino George, de 10 anos, evitava fazer barulho ao revirar o lixo e escolher os materiais recicl\u00e1veis para vender. Era a forma de ele ajudar nas despesas de casa, no Alto do Morro da Concei\u00e7\u00e3o, \u00e1rea perif\u00e9rica na zona norte do Recife. Vinte e sete anos depois, George Jos\u00e9 Mendon\u00e7a, nome de batismo do percussionista Bob Brown, transformou os barulhos da vida em m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As garrafas de pl\u00e1stico, as caixas de madeira ou as latas vazias, que fizeram parte do seu passado, viraram instrumentos do artista.&nbsp; Segundo ele, a transforma\u00e7\u00e3o dos sons de sua rotina ocorreu pelo caminho e inspira\u00e7\u00e3o de um vizinho no bairro, o m\u00fasico Lucas dos Prazeres. Ele organiza projetos sociais na comunidade em que nasceu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando George era crian\u00e7a, Lucas o buscou em casa para apresentar um projeto comunit\u00e1rio, o Centro Maria da Concei\u00e7\u00e3o, que mudaria para sempre os seus sentidos. A av\u00f3 de Lucas doou um terreno que se transformaria no centro comunit\u00e1rio, hoje com mais de quatro d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLucas segurava a m\u00e3o da gente. Pegava as garrafas e enchia de areia e de pedrinhas. Depois, vedava, pintava e fazia isso aquilo virar um instrumento\u201d, relembra.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, como tem ocorrido todos os anos, Bob vai at\u00e9 o Marco Zero da cidade para assistir ao \u00eddolo Lucas, na 22\u00aa apresenta\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo Baile do Menino Deus, auto de Natal com personagens brasileiros. \u201cO que me impressiona no Lucas \u00e9 o amor que ele tem pela m\u00fasica e pela dedica\u00e7\u00e3o por quem precisa\u201d.&nbsp; A pe\u00e7a far\u00e1 mais uma apresenta\u00e7\u00e3o neste dia 25.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No espet\u00e1culo de Natal deste ano, Lucas dos Prazeres, de 41 anos, interpreta um anjo. \u201c\u00c9 o anjo que traz o guiso nos p\u00e9s e ele vem flutuando na batida do cavalo marinho\u201d, afirma. Ele, que \u00e9 filho de artistas que se conheceram no Bal\u00e9 Popular do Recife, explica que, aos tr\u00eas anos de idade, j\u00e1 sapateava com o coco de roda. Ele entende que as crian\u00e7as que nascem inspiradas pelas tradi\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de uma comunidade recebem forma\u00e7\u00e3o de cidadania, senso cr\u00edtico, e olhar diferente para o mundo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssa \u00e9 a diferen\u00e7a de quem nasce dentro de um territ\u00f3rio quilombola, como foi o meu caso, daqui no Quilombo dos Prazeres, no Morro da Concei\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. O que ele vivencia no Baile do Menino Deus, no ciclo natalino, faz lembrar as brincadeiras dentro dos terreiros. \u201cAqui \u00e9 muito forte a brincadeira do cavalo marinho. E \u00e9 com essa linguagem que eu me apresento no Baile do Menino Deus, trazendo o cavalo marinho e o coco de roda\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artista explica que o diretor do espet\u00e1culo, Ronaldo Correia de Brito, deu liberdade para que ele colocasse guizos nos p\u00e9s e trabalhasse com o corpo do cavalo marinho, e tamanco do coco de roda para fazer o sapateado. Fora do palco, Lucas diz que os projetos comunit\u00e1rios que ele coordena, o ponto de cultura Negras Ra\u00edzes e a Orquestra dos Prazeres, n\u00e3o t\u00eam a pretens\u00e3o de formar m\u00fasicos, mas cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Primeiras ousadias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ponto cultural, Lucas ensina crian\u00e7as e adolescentes as primeiras ousadias da percuss\u00e3o. Na orquestra, ele promove apresenta\u00e7\u00f5es. \u201cA minha concep\u00e7\u00e3o de criar essa orquestra era justamente porque nas escolas de m\u00fasica n\u00e3o ensinam a diversidade do Nordeste\u201d. Mais de 300 jovens j\u00e1 passaram pela escola.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Lucas testemunha, a orquestra-escola de percuss\u00e3o tem ajudado os m\u00fasicos a se inserir no mercado de trabalho, como \u00e9 o caso de Bob Brown, que hoje vive com a agenda lotada. O disc\u00edpulo Bob j\u00e1 tocou com m\u00fasicos como Nan\u00e1 Vasconcelos (1944-2016), Elba Ramalho, Lenine e Lula Queiroga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ali\u00e1s, uma visita de Nan\u00e1 Vasconcelos ao morro foi fundamental para a visibilidade dos projetos sociais. \u201cEle come\u00e7ou a frequentar o nosso territ\u00f3rio, o nosso quilombo e chegou num dado momento que ele me convidou a fazer parte do trabalho dele. Trabalhamos 12 anos juntos e conheci o mundo inteiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A doa\u00e7\u00e3o da av\u00f3 de Lucas, antes de morrer, de terreno para os vizinhos, viabilizou a escola comunit\u00e1ria. \u201cCom nossa pr\u00f3pria doc\u00eancia e metodologia, que \u00e9 a aprendizagem pela pr\u00e1tica cultural. Por isso que eu nunca sa\u00ed da minha comunidade\u201d, conta o artista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Break na quebrada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro artista pernambucano no palco neste Natal e que n\u00e3o pretende sair da pr\u00f3pria comunidade \u00e9 o m\u00fasico Ellan Barreto, de 32 anos, conhecido como Okado do Canal. Nascido e criado na Favela do Canal, no bairro do Arruda. Criou projetos art\u00edsticos voltados para a sua \u201cquebrada\u201d, o Lado Beco, com atividades de hip hop na \u00e1rea da casa do m\u00fasico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img  title=\"\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"503\" src=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Natal-okado_no_projeto_-_arquivo_pessoal.webp\"  alt=\"Natal-okado_no_projeto_-_arquivo_pessoal Artistas perif\u00e9ricos de auto de Natal lideram lutas em comunidades\"  class=\"wp-image-16431\" srcset=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Natal-okado_no_projeto_-_arquivo_pessoal.webp 754w, https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Natal-okado_no_projeto_-_arquivo_pessoal-300x200.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Okado do Canal criou o projeto Lado Beco, com atividades de hip hop na periferia pernambucana \u00a0\u00a0<br>-Foto: <strong>Okado do Canal\/Arquivo pessoal<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O break virou a melhor brincadeira para a estudante Wilyane, de 11 anos de idade. O pai dela, Wiliams Vicente, de 40 anos, que trabalha como manobrista no Recife, fica orgulhoso da menina encantada pelas artes. \u201cEla ama a m\u00fasica e eu acho que pode fazer muito bem para ela\u201d, diz o pai. Na casa deles, ningu\u00e9m se importa de acordar cedinho no s\u00e1bado para ir at\u00e9 a casa de Okado ter as aulas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu me sinto uma fam\u00edlia com minhas amigas. O Okado \u00e9 muito divertido. Quero ir v\u00ea-lo no palco pela primeira vez neste ano\u201d, diz com sorriso no rosto a estudante, que aprendeu os passos do freeze e do top rock. A menina j\u00e1 tem participado de batalhas de break com crian\u00e7as de outras regi\u00f5es perif\u00e9ricas. \u201cSe eu estou feliz, meu pai e o Okado ficam tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessas festas de final de ano, \u00e9 comum a comunidade se encontrar na rua. O rapper e educador comunit\u00e1rio contextualiza que, na regi\u00e3o, \u00e9 comum as pessoas tamb\u00e9m se visitarem o tempo inteiro.&nbsp; \u201cEu gosto do esp\u00edrito de fraternidade de minha comunidade\u201d, afirma Okado. Os vizinhos tamb\u00e9m tentam se organizar para prestigiar o artista no auto de natal no centro da cidade. Afinal, a comunidade \u00e9 agradecida pelo projeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de m\u00fasica, o rapaz tem tentado conversar sobre meio ambiente com a vizinhan\u00e7a, ao ajudar na consci\u00eancia de descarte e aproveitamento de materiais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente est\u00e1 montando um espet\u00e1culo com os alunos de break. E o figurino est\u00e1 sendo montado a partir de materiais recicl\u00e1veis\u201d, explica Okado.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os materiais recicl\u00e1veis para o figurino e os cen\u00e1rios s\u00e3o levados pelas pr\u00f3prias crian\u00e7as. A iniciativa tem dado resultado. Wilyane prefere as aulas de artes na escola, mas est\u00e1 mais atenta ao cen\u00e1rio em que mora. Okado v\u00ea nas crian\u00e7as inspira\u00e7\u00e3o ao lembrar da pr\u00f3pria inf\u00e3ncia.&nbsp; \u201cO Centro Cultural do Beco surgiu desse meu interesse desde crian\u00e7a de ter uma academia de dan\u00e7a para poder dar aulas\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dia Okado tamb\u00e9m foi beneficiado por outros projetos na comunidade, como o Grupo P\u00e9 no Ch\u00e3o e o Instituto Vida. Foi por esse caminho que participou do coletivo de audiovisual. chamado Favela News para veicular materiais do seu dia a dia. Desde 2018, Okado tamb\u00e9m come\u00e7ou a promover oficinas de roteiro, c\u00e2mera, edi\u00e7\u00e3o, cenografia, figurino, e at\u00e9 maquiagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, toda vez que \u00e9 chamado para dar palestras para explicar sobre como o menino da favela se tornou m\u00fasico e dan\u00e7arino profissional, gosta de falar sobre a necessidade de fazer justi\u00e7a aos ancestrais e evitar o apagamento da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMuitas vezes, as pessoas n\u00e3o sabem o nome das suas av\u00f3s e das suas bisav\u00f3s. N\u00e3o pode. Onde eu vou levo a mem\u00f3ria delas comigo\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Palha\u00e7ada s\u00e9ria<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" width=\"365\" height=\"548\" src=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Natal-na-perifieria-Arilson-Lopes-HANS-VON-MANTEUFFEL-Divulgacao.webp\"  alt=\"Natal-na-perifieria-Arilson-Lopes-HANS-VON-MANTEUFFEL-Divulgacao Artistas perif\u00e9ricos de auto de Natal lideram lutas em comunidades\"  class=\"wp-image-16430\" style=\"width:575px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Natal-na-perifieria-Arilson-Lopes-HANS-VON-MANTEUFFEL-Divulgacao.webp 365w, https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Natal-na-perifieria-Arilson-Lopes-HANS-VON-MANTEUFFEL-Divulgacao-200x300.webp 200w\" sizes=\"(max-width: 365px) 100vw, 365px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Arilson Lopes interpreta o personagem Mateus no auto de Natal\u00a0\u00a0<br>Foto: <strong>Hans Von Manteuffel\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A origem familiar inspira tamb\u00e9m o ator Arilson Lopes, de 51 anos, e que interpreta o personagem Mateus no auto de Natal. No palco, ele busca onde nasceu o menino Jesus. Os pais do ator vivem em Serra Talhada e costumam viajar ao Recife para v\u00ea-lo no palco. Outro trabalho de Lopes \u00e9 menos visto. Ele \u00e9 um dos palha\u00e7os do grupo Doutores da Alegria, em Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto em um trabalho como no outro, o ator fica encantado ao observar as crian\u00e7as cantando junto.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Natal, pra mim agora, \u00e9 sin\u00f4nimo de Baile do Menino Deus. H\u00e1 22 anos, eu n\u00e3o passo Natal com a minha fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Arilson \u00e9 o coordenador art\u00edstico do Doutores da Alegria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s somos palha\u00e7os e trabalhamos em cinco hospitais p\u00fablicos\u201d. H\u00e1 sempre uma dupla de palha\u00e7os que se dizem besteirologistas. Est\u00e3o sempre prontos para \u201ccurar\u201d riso frouxo, pulga atr\u00e1s da orelha e caspa no joelho. Ele trabalhou em dupla de palha\u00e7os at\u00e9 2015. Desde ent\u00e3o, passou a dirigir as atividades que levam novo \u00e2nimo tanto para as crian\u00e7as hospitalizadas como para as fam\u00edlias delas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO palha\u00e7o no hospital me proporcionou quebrar a quarta parede do teatro, por exemplo. O palha\u00e7o se relaciona diretamente com o seu p\u00fablico\u201d, explica. As crian\u00e7as t\u00eam diferentes enfermidades e isso exige aten\u00e7\u00e3o dos artistas. \u201cTem que estar com a antena ligada para perceber tudo o que est\u00e1 acontecendo. para brincar e me comunicar com crian\u00e7as diversas tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"502\" src=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Natal-Doutores-da-Alegria-arilson_lopes._foto_de_lana_pinho.webp\"  alt=\"Natal-Doutores-da-Alegria-arilson_lopes._foto_de_lana_pinho Artistas perif\u00e9ricos de auto de Natal lideram lutas em comunidades\"  class=\"wp-image-16429\" srcset=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Natal-Doutores-da-Alegria-arilson_lopes._foto_de_lana_pinho.webp 754w, https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Natal-Doutores-da-Alegria-arilson_lopes._foto_de_lana_pinho-300x200.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Arilson Lopres \u00e9 coordenador t\u00e9cnico do projeto Doutores da Alegria \u00a0\u00a0<br>-Foto:<strong>Lana Pinho\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o se trata de um trabalho simples, como explica. O ator diz que \u00e9 um trabalho que envolve prepara\u00e7\u00e3o para as emo\u00e7\u00f5es que surgem a cada \u201ccena\u201d. \u201cQuando uma crian\u00e7a volta para a sua casa, a felicidade fica no rosto de toda a equipe\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Soltar a voz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A felicidade art\u00edstica faz parte do dia a dia da cantora Sue Ara\u00fajo tamb\u00e9m, solista do espet\u00e1culo h\u00e1 12 anos. Al\u00e9m do trabalho de palco, ela tem projeto em uma escola p\u00fablica na comunidade da Mustardinha, \u00e1rea perif\u00e9rica do Recife.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sue, que come\u00e7ou no gospel e hoje mergulha na cultura regional, tamb\u00e9m nasceu em uma comunidade desassistida em Jaboat\u00e3o Velho. Na Mustardinha, ela enxerga o pr\u00f3prio passado e tenta tornar o quinto ano do ensino fundamental mais interessante com m\u00fasica durante as aulas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu fui a primeira mulher na minha fam\u00edlia a se graduar.\u00a0\u00c9 o que eu quero para os meus alunos tamb\u00e9m. Que eles brilhem\u201d, diz a cantora.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Integrantes do Baile do Menino Deus, no Recife, agem sem holofotes Foto: Hans Von Manteuffel\/Divulga\u00e7\u00e3o PorLUIZ CL\u00c1UDIO FERREIRAAg\u00eancia Brasil O menino George, de 10 anos, evitava fazer barulho ao revirar o lixo e escolher os materiais recicl\u00e1veis para vender. 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