{"id":12447,"date":"2025-07-27T14:17:36","date_gmt":"2025-07-27T17:17:36","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=12447"},"modified":"2025-07-27T14:17:36","modified_gmt":"2025-07-27T17:17:36","slug":"reconhecimento-do-jongo-como-patrimonio-chega-a-20-anos-com-festas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=12447","title":{"rendered":"Reconhecimento do Jongo como patrim\u00f4nio chega a 20 anos com festas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>Express\u00e3o de resist\u00eancia da cultura negra \u00e9 mantida por descendentes<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>Karen Eppinghaus\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>CRISTINA \u00cdNDIO DO BRASIL<\/strong><br>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Jongo foi reconhecido como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) h\u00e1 20 anos e permanece uma resist\u00eancia da cultura negra levada adiante por descendentes de pessoas escravizadas de origem Bantu, especialmente do Congo, Angola e Mo\u00e7ambique, que foram trazidas para trabalhar em lavouras de caf\u00e9 e de cana-de-a\u00e7\u00facar, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A manuten\u00e7\u00e3o dessa express\u00e3o cultural afro-brasileira caracter\u00edstica da Regi\u00e3o Sudeste do Brasil, que re\u00fane ritmo com a percuss\u00e3o de tambores, dan\u00e7a e os versos dos cantos tamb\u00e9m conhecidos como pontos, se deve, e muito, pela transmiss\u00e3o dos saberes de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, por meio da comunica\u00e7\u00e3o oral ou oralidade, do gestual e da materialidade dos instrumentos musicais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDos mais velhos para os mais novos. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, crian\u00e7a n\u00e3o podia dan\u00e7ar. Os mais velhos n\u00e3o permitiam porque muitas coisas eram tratadas nas rodas de Jongo atrav\u00e9s do canto, coisas s\u00e9rias de busca da liberdade. As crian\u00e7as n\u00e3o participavam, mas hoje em dia, n\u00f3s trabalhamos com as crian\u00e7as, justamente para n\u00e3o perder a nossa raiz e a tradi\u00e7\u00e3o\u201d, revelou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, a Mestra Fatinha, 69 anos, uma das lideran\u00e7as e matriarcas do Jongo do Pinheiral, que segundo ela h\u00e1 seis meses foi reconhecido como patrim\u00f4nio imaterial do estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA hist\u00f3ria preta \u00e9 oral. Para ser jongueiro tem que fazer viv\u00eancia. A gente n\u00e3o aprende o Jongo em livro, por isso a gente fala que as nossas comunidades s\u00e3o tradicionais. A gente aprende no dia a dia. O Jongo faz parte da nossa vida\u201d, apontou a Mestra.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 uma express\u00e3o que tem espiritualidade tamb\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 religi\u00e3o, mas tem uma for\u00e7a espiritual importante de uni\u00e3o dos jongueiros e de homenagem aos seus antepassados que chegaram [ao Brasil] escravizados no s\u00e9culo 19\u201d, acrescentou a professora do Laborat\u00f3rio de Hist\u00f3ria Oral da Universidade Federal Fluminense (UFF), Martha Abreu, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img  title=\"\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"503\" src=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Jongo-2-Karen-Eppinghaus.webp\"  alt=\"Jongo-2-Karen-Eppinghaus Reconhecimento do Jongo como patrim\u00f4nio chega a 20 anos com festas\"  class=\"wp-image-12430\" srcset=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Jongo-2-Karen-Eppinghaus.webp 754w, https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Jongo-2-Karen-Eppinghaus-300x200.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">At\u00e9 pouco tempo, as crian\u00e7as n\u00e3o podiam dan\u00e7ar \u00a0\u00a0-Foto: <strong>Karen Eppinghaus\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de as crian\u00e7as n\u00e3o terem permiss\u00e3o para participar das rodas, Mestra Fatinha esteve presente desde cedo por causa da sua estatura f\u00edsica. Ela e as irm\u00e3s eram muito altas j\u00e1 com dez anos. \u201cA gente foi para o Jongo muito cedo. \u00c9 uma vida dentro do Jongo. As crian\u00e7as que conheci crian\u00e7a, cresceram e hoje me chamam de vov\u00f3 do Jongo\u201d, contou, acrescentando que a m\u00e3e dela, Const\u00e2ncia Oliveira Santos, tamb\u00e9m matriarca, est\u00e1 com 92 anos, enquanto Deric, um menino da comunidade, aos 4 anos, j\u00e1 \u00e9 um jongueirinho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA fam\u00edlia dele \u00e9 descendente direta dos escravizados da fazenda. Ele est\u00e1 vindo a\u00ed, a m\u00e3e dan\u00e7a, a av\u00f3 dan\u00e7a, a bisav\u00f3 dan\u00e7ava e ele est\u00e1 vindo, uma gracinha o Deric\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a dessa manifesta\u00e7\u00e3o cultural \u00e9 forte no Vale do Rio Para\u00edba e se mant\u00e9m em cinco comunidades centen\u00e1rias dos munic\u00edpios de Barra do Pira\u00ed, Pira\u00ed, Valen\u00e7a, Pinheiral e Vassouras, no sul do Rio de Janeiro, entre elas, o tradicional Jongo do Pinheiral, que surgiu da manifesta\u00e7\u00e3o das pessoas escravizadas da Fazenda S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinheiros, que pertencia \u00e0 fam\u00edlia Breves. O local \u00e9 considerado como a origem do jongo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mestra Fatinha contou que o local, uma das maiores fazendas de caf\u00e9 do Brasil, teve mais de 3 mil negros escravizados. \u201cUma das maiores fam\u00edlias escravocratas do Vale do Caf\u00e9\u201d, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Dia Estadual do Jongo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Rio de Janeiro, se comemora neste dia 26 de julho o Dia Estadual do Jongo, n\u00e3o por acaso, \u00e9 tamb\u00e9m o Dia de Senhora Sant\u2019Ana, m\u00e3e de Maria e av\u00f3 de Jesus Cristo, sincretizada como Nan\u00e3 nas religi\u00f5es de matriz afro-brasileira.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUma homenagem \u00e0 ancestralidade feminina, \u00e0s pretas velhas jongueiras, av\u00f3s que souberam aben\u00e7oar e nutrir as novas gera\u00e7\u00f5es com uma forma de express\u00e3o hoje consagrada como patrim\u00f4nio cultural do Brasil\u201d, informou o site do Centro de Refer\u00eancia de Estudo Afro do Sul Fluminense (Creasf) do Jongo de Pinheiral.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m chamado de congo ou caxambu, o Jongo \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica da Regi\u00e3o Sudeste do Brasil, segundo a Mestra Fatinha, que tem mais de 40 anos de milit\u00e2ncia pela divulga\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o da cultura do Jongo, o nome varia conforme o local em que se desenvolveu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Esp\u00edrito Santo, por exemplo, \u00e9 jongo ou congo. No Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro, \u00e9 Caxambu, nome dado tamb\u00e9m em Minas Gerais e no Morro da Serrinha, em Madureira, tamb\u00e9m zona norte da capital, \u00e9 Jongo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Festejos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente no Dia Estadual do Jongo que come\u00e7am as festividades de 2025. Neste s\u00e1bado (26), mestres, mestras e jongueiros estiveram reunidos no 4\u00ba Encontro de Jongos do Vale do Caf\u00e9, no Parque das Ru\u00ednas de Pinheiral, local onde o Jongo nasceu, durante a escravid\u00e3o nos cafezais e \u00e1rea que pertenceu a fam\u00edlia de Joaquim de Souza Breves, o maior senhor de escravizados da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente recebe muita gente aqui, pessoas que gostam mesmo da cultura do jongo. \u00c9 um dia maravilhoso de reencontros e encontros, nossos tambores tocando o tempo todo da abertura at\u00e9 o final\u201d, indicou a Mestra Fatinha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O 4\u00ba Encontro reuniu cerca de 400 lideran\u00e7as de Jongo e mestres de mais de 18 comunidades e quilombos tradicionais dos estados do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img  title=\"\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"503\" src=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Jongo-4-Karen-Eppinghaus.webp\"  alt=\"Jongo-4-Karen-Eppinghaus Reconhecimento do Jongo como patrim\u00f4nio chega a 20 anos com festas\"  class=\"wp-image-12428\" srcset=\"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Jongo-4-Karen-Eppinghaus.webp 754w, https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Jongo-4-Karen-Eppinghaus-300x200.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reconhecimento do Jongo \u00a0\u00a0-Foto: <strong>Karen Eppinghaus\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPrimeiramente tem o impacto econ\u00f4mico de gerar emprego, renda e trabalho com o turismo \u00e9tnico. Fora isso tem o impacto simb\u00f3lico extremamente importante que foi o povo preto que construiu com seus pr\u00f3prios bra\u00e7os a \u00e1rea do caf\u00e9 e sustentou a economia brasileira no ciclo do caf\u00e9, foram milh\u00f5es de escravizados que chegaram no Cais do Valongo [regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio de Janeiro] e subiram para os cafezais, que s\u00e3o justamente os antepassados desses mestres de jongo que v\u00e3o estar aqui\u201d, disse o m\u00fasico, pesquisador e coordenador do encontro, Marcos Andr\u00e9 Carvalho, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, acrescentando que a prefeitura de Pinheiral cedeu o Parque para que o jongo do Pinheiral realize ali as suas atividades culturais.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIsso tamb\u00e9m \u00e9 uma virada hist\u00f3rica de supera\u00e7\u00e3o. Aquele espa\u00e7o que escravizou os antepassados dessas mulheres negras e mestras, hoje \u00e9 dirigido por elas e ali vai ser constru\u00eddo o parque tem\u00e1tico sobre a hist\u00f3ria do negro no Vale do Caf\u00e9\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Marcos Andr\u00e9, o planejamento do parque tem\u00e1tico est\u00e1 em andamento e o projeto executivo para a cria\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o foi selecionado pelo Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), do governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAli vai ter o Museu do Jongo, a Escola de Jongo, um restaurante de comidas \u00e9tnicas e um centro tur\u00edstico de visita\u00e7\u00e3o. A inaugura\u00e7\u00e3o \u00e9 para 2027, mas o projeto executivo j\u00e1 est\u00e1 sendo elaborado com recursos do PAC, porque fomos selecionados pelo governo federal para este projeto do parque\u201d, informou.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEst\u00e1 na hora do Brasil devolver para o povo negro do Vale do Caf\u00e9 toda a riqueza que construiu o Brasil atrav\u00e9s da venda do caf\u00e9 para o mundo inteiro durante o Brasil col\u00f4nia. Tantos anos depois da Aboli\u00e7\u00e3o essas comunidades ainda n\u00e3o t\u00eam os seus museus, os seus centros de visita\u00e7\u00e3o e as suas escolas de jongo. Pinheiral j\u00e1 deu o primeiro passo\u201d, pontuou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Samba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Martha Abreu disse que o Jongo \u00e9 considerado um dos pais do samba carioca porque as pessoas migraram para a capital do Rio e sem recursos financeiros foram morar em periferias, uma vez que \u201ca aboli\u00e7\u00e3o n\u00e3o trouxe repara\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTem grupos importantes na Serrinha em Madureira, no Salgueiro, j\u00e1 teve na Mangueira, no Est\u00e1cio, diversos morros. Essa bagagem cultural \u00e9 t\u00e3o importante que esses que chegaram s\u00e3o fundadores das escolas de samba. Em contato com a modernidade, no Rio de Janeiro todas as escolas mais antigas t\u00eam jongueiros na sua funda\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio Imp\u00e9rio Serrano, a Mangueira, a Portela e o Salgueiro nem se conta, \u00e9 um Jongo incr\u00edvel. \u00c9 Caxambu. L\u00e1 grande parte da comunidade veio de Minas Gerais e l\u00e1 eles chamam caxambu\u201d, informou a professora da UFF.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro da Semana do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Nacional, as festas pelos 20 anos do reconhecimento dessa manifesta\u00e7\u00e3o cultural, v\u00e3o continuar entre 14 e 16 de agosto, no Encontro de Jongueiros, que promete transformar a Pra\u00e7a Tiradentes, no centro do Rio, em um grande quilombo, com a presen\u00e7a de cerca de 18 comunidades de Jongo e, aproximadamente, 400 jongueiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o inclui rodas de Jongo, shows de samba, oficinas com mestres, um semin\u00e1rio no Teatro Carlos Gomes, exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica na pra\u00e7a e o lan\u00e7amento do projeto Museu do Jongo, que ser\u00e1 um portal com mais de 5 mil fotos e v\u00eddeos sobre comunidades de Jongo. Al\u00e9m disso haver\u00e1 as estreias de dois curtas-metragens dirigidos por Marcos Andr\u00e9: Jongo do Vale do Caf\u00e9 e Mestres do Patrim\u00f4nio Imaterial do Estado do Rio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente quer lotar a Pra\u00e7a Tiradentes. Vai ser o grande momento da celebra\u00e7\u00e3o desses 20 anos, com as rodas de jongo, no dia 16, de gra\u00e7a, na Pra\u00e7a Tiradentes\u201d, disse Marcos Andr\u00e9.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Express\u00e3o de resist\u00eancia da cultura negra \u00e9 mantida por descendentes Foto: Karen Eppinghaus\/Divulga\u00e7\u00e3o PorCRISTINA \u00cdNDIO DO BRASILAg\u00eancia Brasil O Jongo foi reconhecido como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) h\u00e1 20 anos e permanece uma resist\u00eancia da cultura negra levada adiante por descendentes de pessoas escravizadas de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12431,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[95,6],"tags":[],"class_list":["post-12447","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-entretenimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12447"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12447\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12448,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12447\/revisions\/12448"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/12431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}