{"id":11637,"date":"2025-07-09T22:46:45","date_gmt":"2025-07-10T01:46:45","guid":{"rendered":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=11637"},"modified":"2025-07-09T22:46:46","modified_gmt":"2025-07-10T01:46:46","slug":"entidades-manifestam-preocupacao-com-efeitos-de-tarifaco-de-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horadanoticiaonline.com.br\/?p=11637","title":{"rendered":"Entidades manifestam preocupa\u00e7\u00e3o com efeitos de tarifa\u00e7o de Trump"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:24px\"><em>Para Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria, n\u00e3o h\u00e1 fato econ\u00f4mico que justifique medida<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto: <strong>Jos\u00e9 Paulo Lacerda \/ Arquivo-CNI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Por<br><strong>WELLTON M\u00c1XIMO<\/strong> <br>Ag\u00eancia Brasil*<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imposi\u00e7\u00e3o de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump foi recebida com preocupa\u00e7\u00e3o pelo setor produtivo brasileiro. Algumas entidades afirmam que a medida inviabiliza exporta\u00e7\u00f5es e advertem sobre os riscos para a economia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em nota, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) afirmou n\u00e3o haver fato econ\u00f4mico que justifique a medida dos Estados Unidos. A entidade pede a intensifica\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es para preservar a rela\u00e7\u00e3o com um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o existe qualquer fato econ\u00f4mico que justifique uma medida desse tamanho, elevando as tarifas sobre o Brasil do piso ao teto. Os impactos dessas tarifas podem ser graves para a nossa ind\u00fastria, que \u00e9 muito interligada ao sistema produtivo americano. Uma quebra nessa rela\u00e7\u00e3o traria muitos preju\u00edzos \u00e0 nossa economia. Por isso, para o setor produtivo, o mais importante agora \u00e9 intensificar as negocia\u00e7\u00f5es e o di\u00e1logo para reverter essa decis\u00e3o\u201d, avaliou o presidente da CNI, Ricardo Alban, em comunicado.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A CNI defendeu uma comunica\u00e7\u00e3o \u201cconstrutiva e cont\u00ednua\u201d entre os dois governos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSempre defendemos o di\u00e1logo como o caminho mais eficaz para resolver diverg\u00eancias e buscar solu\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am ambos os pa\u00edses. \u00c9 por meio da coopera\u00e7\u00e3o que construiremos uma rela\u00e7\u00e3o comercial mais equilibrada, complementar e ben\u00e9fica entre o Brasil e os Estados Unidos\u201d, acrescentou Ricardo Alban.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Carnes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro setor que ser\u00e1 bastante afetado pela tarifa de 50% ser\u00e3o as carnes. Para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a medida de Trump tornar\u00e1 o custo da carne brasileira t\u00e3o alto que inviabilizar\u00e1 a venda do produto para os Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA Abiec refor\u00e7a a import\u00e2ncia de que quest\u00f5es geopol\u00edticas n\u00e3o se transformem em barreiras ao abastecimento global e \u00e0 garantia da seguran\u00e7a alimentar, especialmente em um cen\u00e1rio que exige coopera\u00e7\u00e3o e estabilidade entre os pa\u00edses\u201d, destacou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m defendeu a retomada das negocia\u00e7\u00f5es e informou querer contribuir com o di\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEstamos dispostos ao di\u00e1logo, de modo que medidas dessa natureza n\u00e3o gerem impactos para os setores produtivos brasileiros nem para os consumidores americanos, que recebem nossos produtos com qualidade, regularidade e pre\u00e7os acess\u00edveis\u201d, acrescentou a entidade.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Agropecu\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria (FPA) tamb\u00e9m manifestou preocupa\u00e7\u00e3o sobre a decis\u00e3o de Trump. Em nota, a frente destacou que a medida representa um alerta \u00e0s rela\u00e7\u00f5es comerciais e pol\u00edticas entre os dois pa\u00edses e afeta o agroneg\u00f3cio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA nova al\u00edquota produz reflexos diretos e atinge o agroneg\u00f3cio nacional, com impactos no c\u00e2mbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras\u201d, declarou a frente, que representa a bancada ruralista no Congresso.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDiante desse cen\u00e1rio, a FPA defende uma resposta firme e estrat\u00e9gica: \u00e9 momento de cautela, diplomacia afiada e presen\u00e7a ativa do Brasil na mesa de negocia\u00e7\u00f5es. A FPA reitera a import\u00e2ncia de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negocia\u00e7\u00f5es. A diplomacia \u00e9 o caminho mais estrat\u00e9gico para a retomada das tratativas\u201d, acrescentou o comunicado da FPA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Com\u00e9rcio Exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB) disse que recebeu com surpresa e indigna\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00e3o do aumento para 50% da tarifa de importa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. Para o presidente-executivo da entidade, Jos\u00e9 Augusto de Castro, n\u00e3o se trata de uma medida econ\u00f4mica, mas pol\u00edtica com impacto econ\u00f4mico de grande lastro.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 certamente uma das maiores taxa\u00e7\u00f5es a que um pa\u00eds j\u00e1 foi submetido na hist\u00f3ria do com\u00e9rcio internacional, s\u00f3 aplicada aos piores inimigos, o que nunca foi o caso do Brasil. Al\u00e9m das dificuldades de com\u00e9rcio com os Estados Unidos, o an\u00fancio da Casa Branca pode criar uma imagem negativa do Brasil e gerar medo em importadores de outros pa\u00edses de fechar neg\u00f3cios com as nossas empresas, afinal, quem vai querer se indispor com o presidente Trump?\u201d, questiona Castro.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A AEB entende que o cen\u00e1rio que hoje se vislumbra \u00e9 muito duro para o Brasil, pois se refere a uma amea\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 aos nossos exportadores, mas a toda a economia do pa\u00eds. A entidade acredita que o bom senso prevalecer\u00e1 e a taxa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 revertida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">&#8230;<br>*Colaborou Douglas Correa, do Rio de Janeiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria, n\u00e3o h\u00e1 fato econ\u00f4mico que justifique medida Foto: Jos\u00e9 Paulo Lacerda \/ Arquivo-CNI PorWELLTON M\u00c1XIMO Ag\u00eancia Brasil* A imposi\u00e7\u00e3o de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump foi recebida com preocupa\u00e7\u00e3o pelo setor produtivo brasileiro. 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